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O Cotidiano no Horizonte Coliving Santa Tereza: a vida, o encontro, o café e a cultura.

  • Foto do escritor: Horizonte Coliving
    Horizonte Coliving
  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Este texto é sobre o dia a dia no Horizonte Coliving em Santa Tereza, em Belo Horizonte. Sobre como a casa funciona na prática, como o café atravessa a rotina, como o quintal vira ponto de encontro e como o bairro entra naturalmente na vida de quem mora ali. Não é um relato pontual nem um guia formal, é um retrato do cotidiano de um coliving que foi se construindo com o tempo, pelas pessoas e pelas relações que acontecem dentro e fora da casa.



Uma casa que conversa com o entorno


A unidade Santa Tereza do Horizonte Coliving é, antes de tudo, uma casa voltada para fora. Não no sentido de perder a intimidade, mas de entender que viver ali também é estar em diálogo com o entorno.


Na prática, são duas casas. Uma é a casa do coliving, onde as pessoas moram, trabalham, descansam e constroem a rotina. No quintal, essa vida se expande. Há uma área mais arborizada, com um pergolado coberto por guaco, sombra generosa e uma mesa que costuma reunir quem mora ali. É um espaço reservado aos moradores, onde as conversas começam e, muitas vezes, se estendem.


Mais à frente, o quintal se abre para outra camada da casa: a cafeteria.


Quintal do Barista | Imagem: Ian Coliman



O café do quintal e a história que continua


É ali que nasceu o Quintal do Barista (@quintaldobarista), criado por Cris, antigo morador da unidade Mangabeiras e criador do ritual mais importante dessa casa, em que os moradores tocam o sino sempre que alguém passa um cafezinho. A presença dele no Santa Tereza conecta as duas casas e traz para o cotidiano algo essencial em Minas Gerais: o café como centro da conversa.


Para quem mora no Horizonte Santa Tereza, o dia costuma começar nessas mesas. Com 15% de desconto para residentes, descer para tomar um café vira parte natural da manhã. Seja na grande mesa compartilhada que fica dentro da cafeteria de frente para o mural do Primo ou nas mesas menores espalhadas pelo quintal, o espaço funciona como um escritório ao ar livre, onde se trabalha ou conversa com tranquilidade.


O ambiente carrega ainda uma história que precede o coliving. Uma parreira de uvas, trazida da Itália pela família que construiu a casa, ainda cobre parte do quintal. Essa família viveu na casa por décadas e, durante alguns anos, mantiveram ali um restaurante italiano para receber os amigos. De certa forma, estamos apenas mantendo essa vocação viva. O cardápio da cafeteria inspirado na Itália e a disposição das mesas continuam a lógica de um lugar feito para juntar gente e valorizar a tradição.


Cris, O Barista | Imagem: Ian Coliman



A casa em dois tempos


O funcionamento da cafeteria dita o ritmo dos dias. De quarta a sexta, das 9h30 às 17h30, o clima é de semana útil: pessoas com notebooks, reuniões informais e um fluxo tranquilo de pessoas. É um período em que a casa favorece o trabalho e a concentração.


No fim de semana, a chave vira. Aos sábados e domingos, entre 9h e 15h, entra o brunch e a casa se abre mais. É quando amigos de fora aparecem, moradores das duas casas se conectam e a música ganha espaço.


Frequentemente temos também apresentações ao vivo, quase sempre de artistas que já fazem parte de nossa comunidade, sejam eles moradores ou amigos, que trazem sua arte e transformam uma noite calma de quarta-feira ou o café da manhã do sábado em um encontro cultural.


A Casa em Dois Tempos | Imagem: Ian Coliman



Cultura que acontece no meio da rotina


Com o tempo, essa movimentação fez do Horizonte Santa Tereza um ponto de cultura de forma natural. As paredes não são apenas decoração, elas carregam a identidade de quem passou por aqui, como nos murais feitos pelo Primo e pela Vi Moura. E o mais interessante é que a casa não está pronta: ainda há muito espaço livre, paredes esperando para serem ocupadas por novos artistas. Essas obras presentes em nossas muros ajudam também a definir a própria identidade do Horizonte Coliving.


A estrutura física também abriga quem produz cultura. Ali dentro funcionam o Varal, o estúdio de fotografia do Ian e da Mia, e o estúdio de tatuagem do Hugo. A ideia é que a casa seja um suporte para quem quer tirar projetos do papel. O espaço existe e está aberto para ser moldado por quem chega.


Murais do Horizonte Coliving Santa Tereza: Vi Moura e Primo | Imagem: Ian Coliman



Coliving: comunidade sem perder a privacidade


Morar em um coliving significa sentir-se em casa. A separação física dos espaços é o que garante o equilíbrio: a vida cultural intensa da cafeteria e dos estúdios não invade a área íntima. O quarto, o descanso e o silêncio para trabalhar no coworking interno são preservados. A cozinha dos moradores continua sendo um espaço doméstico, de privacidade. Mas a porta está sempre ali.


Morar no Horizonte Santa Tereza é ter a opção de viver o bairro intensamente. A localização permite ir a pé aos bares tradicionais, participar dos blocos de carnaval ou simplesmente absorver a atmosfera de um lugar onde o Clube da Esquina fez história. A vida boêmia de Belo Horizonte está do lado de fora e o café e a arte estão no quintal. Você escolhe quando quer participar e quando prefere apenas estar em casa.


O cotidiano é feito de cenas pequenas: um café que vira conversa longa, uma tarde de trabalho no quintal, um churrasco entre moradores, um show num sábado, a colheita das uvas. Não é sobre grandes eventos, mas sobre viver bem.


Se você quer conhecer esse cotidiano de perto, dá para marcar uma videochamada ou, se estiver em Belo Horizonte, agendar uma visita. Às vezes, sentar no quintal, tomar um café e observar a casa em funcionamento diz mais do que qualquer explicação.


Moradores do Horizonte Coliving no Quintal do Barista | Imagem: Ian Coliman

 
 
 

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